Os preços da carne bovina no atacado seguem com viés de baixa, e quase toda a sustentação do complexo vem da costela. Todos os cortes primários, exceto a costela, caminham para queda em relação à semana passada, enquanto a costela subiu para níveis recordes. A costela e o acém são os dois únicos cortes primários negociados acima dos níveis de um ano atrás.
A LEAP Market Analytics vê essa divisão como um retrato em miniatura da economia americana como um todo. Com os preços dos combustíveis persistentemente altos, os consumidores de renda baixa e média estão apertando o cinto, o que pesa sobre a demanda por carne suína e frango e sobre a ponta mais barata do complexo bovino. Os consumidores de renda mais alta não parecem ter mudado seus hábitos, de modo que os restaurantes sofisticados não sofreram grande impacto e a demanda pelos cortes do meio da carcaça segue firme.
Com ajuste sazonal, a demanda por costela enfraqueceu no segundo trimestre, depois se recuperou ao longo do verão e parece estar se fortalecendo de novo neste outono do Hemisfério Norte. Somando-se o impulso habitual antes do Dia de Ação de Graças e do Natal, a LEAP vê boa chance de o corte primário de costela Choice testar os 700 USD/cwt até o fim do ano, mais provavelmente entre o fim de novembro e meados de dezembro. Já o cutout em si deve continuar escorregando para baixo de qualquer forma.
Depois das festas, a sazonalidade fica fortemente negativa, e a LEAP não se surpreenderia se a demanda atual se mostrasse superaquecida. Um relatório Cattle on Feed sai na sexta-feira; a LEAP espera entradas em confinamento em setembro de cerca de 1,84 milhão de cabeças, queda de 9,2% em relação ao ano passado.
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