Os preços das amêndoas seguem em níveis historicamente elevados, e os embarques de exportação dos Estados Unidos subiram 31% em agosto, para 143,25 milhões de libras, segundo a mais recente atualização da ofi sobre o mercado de nozes e castanhas na plataforma Vesper. A Índia liderou o crescimento, com embarques em alta de 170%, ou 1.405 contêineres ante 520 em agosto de 2025, com a cobertura para o Diwali e um mercado mais firme por trás da forte demanda indiana. Europa Ocidental (+8%), Japão (+52%) e Vietnã (+10%) também compraram mais.
O restante do relatório de amêndoas é menos animador. Os embarques ao mercado interno caíram 3,3%, para 46,84 milhões de libras, o segundo mês mais fraco em dez anos. As vendas de agosto somaram 138,8 milhões de libras, queda de 24,6% na comparação anual, e o estoque não comprometido da safra 2026 está em 176,94 milhões de libras, alta de 232,6%. A ofi afirma que, com um volume significativo da demanda indiana já coberto, os compradores podem fazer uma pausa para avaliar do que ainda precisam, o que pode exercer alguma pressão de baixa de curto prazo sobre os preços das amêndoas com casca. Quanto tempo uma eventual fraqueza vai durar depende da evolução das estimativas de oferta, com o setor projetando hoje a safra 2026 entre 2,55 e 2,65 bilhões de libras, abaixo dos 2,69 bilhões de libras de 2025.
Oferta de pistácios e castanha-de-caju fica mais apertada
Após uma safra curta, os preços no mercado de pistácios estão entre os mais altos já registrados, observa a ofi. Os embarques fecharam o ano-safra 2025 em 1,14 bilhão de libras, apenas a segunda vez que o setor superou 1 bilhão de libras, e a safra 2026 está estimada entre 600 e 700 milhões de libras. Nesses níveis, segundo a ofi, persistem dúvidas sobre por quanto tempo a demanda vai se sustentar.
A perspectiva de preços da castanha-de-caju no curto prazo é firme, com a ofi esperando que tanto os preços da castanha in natura quanto os da amêndoa de caju se mantenham. A safra do Hemisfério Norte terminou de 10% a 12% abaixo do ano passado, com rendimento médio de beneficiamento de 2,0 a 2,5 libras menor e qualidade fraca na África Ocidental. As processadoras vietnamitas seguem com cobertura insuficiente de matéria-prima para o quarto trimestre, e amêndoas de caju de calibre graúdo estão cada vez mais difíceis de encontrar.
O mercado de avelãs segue estável. O órgão turco de grãos, o TMO, está comprando a 255 TL/kg para a qualidade Giresun, enquanto o mercado livre negocia com um desconto significativo, e a ofi espera que o mercado permaneça amplamente estável à medida que o órgão absorve uma grande parcela de uma safra de 804.000 toneladas. A atualização completa também cobre os amendoins dos Estados Unidos e as nozes-macadâmia, para as quais a China reduziu de 12% para 0% o imposto de importação sobre as nozes-macadâmia sul-africanas com casca e em amêndoa.


