
Em 2024, o setor de óleos e gorduras viveu volatilidade expressiva e trajetórias divergentes entre as categorias de produto, com as exigências de sourcing sustentável influenciando cada vez mais a dinâmica de mercado ao lado dos fatores tradicionais de oferta e demanda.
Os mercados de óleo de palma registraram ganhos expressivos, com preços saltando de 800 para 1.056 USD/mt, puxados sobretudo pela queda de produção na Indonésia, onde o volume até novembro ficou 1,847 milhão de toneladas atrás do ano anterior. A produção da Malásia melhorou de forma marginal, mas o déficit combinado criou um aperto relevante no mercado, amplificado pelos mandatos crescentes de biodiesel na Indonésia.
Os mercados de óleo de soja mostraram tendências regionais opostas. Os preços nos EUA caíram de forma significativa pelo aumento das importações de matéria-prima estrangeira e pela ampla oferta interna, enquanto os mercados argentinos seguiram a trajetória de alta do óleo de palma. A incerteza foi acentuada pelas mudanças na política de biocombustíveis e pela dinâmica comercial com a China.
O segmento dos óleos láuricos viveu talvez os deslocamentos mais fortes: os preços do óleo de coco dobraram, sustentados pela forte demanda europeia ligada às considerações do EUDR. A alta estimulou maiores exportações de óleo de amêndoa de palma da Malásia e da Indonésia, ainda que os preços tenham seguido elevados por conta do aperto geral do mercado.
Os mercados europeus de azeite de oliva foram um raro ponto positivo, com preços em queda graças a melhores condições de colheita, enquanto o óleo de colza mostrou força inicial mas corrigiu recentemente, apesar dos balanços globais apertados. O óleo de girassol teve ganhos significativos pela oferta limitada de venda por parte dos produtores, mesmo com safras adequadas.
Em 2025, o setor enfrenta um ano de transformação com a aproximação da entrada em vigor do EUDR, que pode redesenhar fluxos comerciais e padrões de sourcing consolidados. A disponibilidade de óleo de palma segue como preocupação central, enquanto os mandatos crescentes de biocombustíveis no mundo podem criar pressão adicional de demanda. Os fabricantes precisarão equilibrar as considerações tradicionais de oferta com exigências de sustentabilidade cada vez maiores, o que provavelmente manterá prêmios de preço para os materiais em conformidade.
O que há no relatório
Para se aprofundar nas tendências que definiram 2024 e nas forças que moldam 2025, nosso relatório completo traz análises detalhadas sobre:
- Óleo de palma
- Óleo de coco
- Óleo de amêndoa de palma
- Azeite de oliva
- Óleo de soja
- Óleo de colza
- Óleo de girassol
- Óleo de cozinha usado
Cada seção oferece dados e análises abrangentes que ajudam você a navegar pela complexidade do mercado de óleos e gorduras e a tomar decisões bem fundamentadas para o ano que vem.
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