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As tarifas vão redesenhar a competitividade do óleo de palma?

Como as novas tarifas dos EUA ampliam de 80 para 290 euros/mt a diferença entre o óleo de palma da Malásia e o da Indonésia e mudam as compras.

Vesper Team
Vesper TeamEquipe de pesquisa
7 de abril de 20251 min de leitura

As recentes tarifas do “Liberation Day” estão provocando mudanças competitivas relevantes nos mercados de commodities, em especial para as importações norte-americanas de óleo de palma.

Como mostra o gráfico abaixo, o óleo de palma da Malásia foi negociado nos últimos meses com desconto de 80 a 100 euros/mt em relação à oferta indonésia, segundo os benchmarks VPI proprietários da Vesper. Essa visualização do diferencial mostra como a dinâmica regional de preços já favorecia as origens malaias mesmo antes de as tarifas entrarem na conta.

Vesper Price Index do óleo de palma: diferencial Malásia contra Indonésia

Apesar dessa vantagem de preço, nossos dados de importação e exportação (veja a tabela abaixo) mostram que a Indonésia segue como exportador dominante para o mercado dos EUA, embora a Malásia venha ganhando participação de forma gradual. A visualização destaca que as compras norte-americanas representam quase 10% do total das exportações indonésias de óleo de palma, o que torna qualquer deslocamento provocado por tarifas especialmente relevante para os fornecedores da Indonésia.

Tabela de importação e exportação de óleo de palma, Malásia contra Indonésia

O anúncio de Trump em 2 de abril trouxe uma virada inesperada nesse cenário competitivo. As alíquotas distintas aplicadas à Malásia e à Indonésia, exibidas na já famosa placa de papelão, vão ampliar drasticamente as diferenças de preço existentes.

Nossa nova funcionalidade de modelagem de custos (figura abaixo) demonstra como o diferencial atual de 84 euros/mt vai se ampliar para cerca de 290 euros/mt assim que as tarifas forem plenamente aplicadas. A visualização mostra com clareza como a nova estrutura tarifária redesenha pela raiz a economia de compra entre essas origens concorrentes.

Para os profissionais de compras que precisam se orientar nesse cenário em movimento, uma abordagem sistemática é essencial. O protocolo passo a passo ilustrado em nossa análise consiste em:

  1. Usar os benchmarks VPI da Vesper como referência para estabelecer uma base de preços precisa
  2. Analisar nossos dados de comércio global para identificar os deslocamentos históricos de oferta puxados pelo preço
  3. Usar a modelagem de custos da Vesper para calcular com precisão os custos postos no destino com as novas tarifas.

E o melhor: você faz tudo isso em um único painel em tempo real, para qualquer commodity ou região relevante afetada.