Os futuros de café no contrato de dezembro, o mais negociado, caíram cerca de 3% na semana até segunda-feira, em linhas gerais o movimento que a Sucafina esperava. Perto das mínimas, o mercado encontrou algum suporte nos fluxos de fim de mês e no rebalanceamento de carteiras.
O sinal mais importante vem do Brasil. As estimativas preliminares para as exportações de outubro continuaram melhorando e apontam para um possível mês recorde tanto no arábica quanto no robusta. Os países consumidores precisam com urgência de arábicas naturais para reabastecer sua cadeia de suprimento antes do EUDR, o regulamento da UE contra o desmatamento, mas o volume dos embarques sugere que está chegando mais café do que a demanda de curto prazo exige.
Isso aumenta a possibilidade de que os estoques certificados na ICE comecem a ser recompostos. Esses estoques são o café físico por trás do contrato futuro, de modo que uma recomposição seria um sinal crítico para o mercado de que o café está passando de déficit para superávit. Uma semana antes, ao prever novas quedas, a Sucafina havia apontado como eram poucas as notícias sobre a chegada de novos estoques certificados à Europa.
Para esta semana, a Sucafina espera que o mercado continue recuando dentro de uma faixa.
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