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Café volta a cair abaixo de 3 dólares após vendas de produtores brasileiros

Com o real mais fraco, o café do produtor chegou a valer até 13% mais em reais. Vieram as vendas, e os futuros recuaram cerca de 6%, para abaixo de 3 USD/lb.

Megan Hidden
Megan HiddenCoordenadora de marketing
30 de outubro de 20261 min de leitura

Os futuros de café no contrato ativo de dezembro caíram cerca de 6% de terça a terça e voltaram a fechar abaixo de 3 USD/lb, depois de marcarem uma máxima mais cedo na semana. A Sucafina havia antecipado, uma semana antes, tanto o topo quanto a correção, e acertou em linhas gerais.

O que mexeu com o mercado foi a eleição no Brasil. A vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno foi uma surpresa, e o real se desvalorizou fortemente na segunda-feira, de 4,95 para 5,60 por dólar, antes de recuar para 5,34 na terça. Para o produtor brasileiro, essa conta pesa mais do que o preço em dólar: no auge de segunda-feira, o valor do seu café em reais havia subido cerca de 13%. Em um ano-safra de excedente, um movimento assim provoca vendas quase de imediato, independentemente do que o produtor pense da política.

Foi o que aconteceu. A venda na origem empurrou os futuros para baixo ao longo da segunda e da terça-feira, de volta para abaixo de 3 USD/lb. A Sucafina espera um novo movimento de queda antes de o mercado encontrar suporte, ainda com poucas notícias sobre a chegada de novos estoques certificados à Europa.

As perspectivas mais amplas da economia brasileira parecem mais fracas aos olhos dos produtores depois do resultado. É o preço na própria moeda que decide se ele vende, e nesta semana esse preço apontava para a venda.

Leia a análise completa do mercado de café aqui.